“Ser campeão brasileiro é algo que eu sempre quis”, revela João Bauer”

Para se tornar o décimo campeão brasileiro de poker, o goiano João Bauer jogou mais do que nunca. Foi o melhor da história do BSOP em uma única etapa. Não precisou secar ninguém. Quatro mesas finais e outros três ITMs. Desempenho irrepreensível. Igor Marani e Rafael Caiaffa também fizeram bonito. Conquistaram muitos pontos, porém a atuação de Bauer foi fora da curva. Performance de rei, do novo rei do poker nacional.

João Bauer recebeu uma Harley-Davidson pelo título no ranking do BSOP (foto: Hugo Dourado)
João Bauer recebeu uma Harley-Davidson pelo título no ranking do BSOP (foto: Hugo Dourado)
Em entrevista exclusiva à Card Player Brasil, o goiano de 28 anos falou sobre o título e carreira — e o mundo pode se preparar, o Brasil já ficou pequeno para ele.
Marcelo Souza: O ano de 2015 foi fantástico para você. Depois de tantas traves ao vivo, vieram o título do BSOP e o título de Campeão Brasileiro de Poker. Qual a sensação? O que gerou tantos bons resultados? 
João Bauer: Ser campeão brasileiro é algo que eu sempre quis. A gente só tem um por ano. É o maior ranking, o maior torneio anual. Era algo que eu buscava há muito tempo. Neste ano de 2015, me programei muito mais para me dedicar à minha carreira, dentro e foras das mesas. Apesar de grandes resultados ao vivo, ainda faltava algo. A cravada da 1ª etapa do BSOP, em São Paulo, e o título do ranking vieram para coroar a minha carreira.
MS: Você pode falar com propriedade do jogo ao vivo e online. Poucos têm tantos resultados nas duas esferas como você. Quais são as principais diferenças?
JB: As diferenças do online para o ao vivo são gritantes. Ao vivo, você tem muito mais coisas a observar, muito mais coisas para perceber. São mais fatores e ferramentas a se estudar e compreender. Eu gosto muito do meu jogo ao vivo. Considero-me muito melhor jogando ao vivo do que online.joão_bauer_campeão_bsop
MS: Você tinha que tirar mais de 600 pontos do líder do ranking. Houve algum planejamento especial?
JB: Bem, o mais interessante é que eu joguei o BSOP Millions de uma forma bastante diferente do que jogo normalmente, valorizando mais do que nunca a minha vida no torneio. Dei valor a cada ficha como nunca havia feito antes. Cada posição era muito importante para mim. Quando estava na mesa final, eu buscava uma posição a mais. Cada ponto era vital. Sempre jogo com a intenção de ganhar, mas lá era diferente. Esse também é o motivo de eu ter feito quatro mesas finais e não ter conseguido nenhuma cravada. Esse tipo de jogo lhe faz jogar bastante short na maior parte do tempo, o que dificulta chegar à primeira colocação.
MS: Há alguém no mundo com quem você gostaria de fazer um coaching?
JB: Daniel Colman, o “mrGR33N13”, é um cara que me espelho bastante. Fico sempre acompanhando como ele joga online. Ele joga de uma maneira que é o meu sonho jogar. Fazer um coaching com ele ou ser seu pupilo seria sensacional.
Fonte: cardplayer.com.br