Entrevista com o Pró: Nayara Rocha abre o jogo e da dicas para iniciantes; Confira a entrevista completa

Adivinha quem está de volta? Isso mesmo, o quadro que revolucionou a mídia do poker nacional, o entrevista com o pró, e pra voltar com tudo, hoje temos como convidada, nada mais, nada menos que Nayara Rocha, 26 anos, nascida em São Paulo e atualmente reside em São Paulo também.

Sempre quis ver como uma jogadora de poker profissional pensa, então não pode perder a entrevista abaixo.

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Matheus Mion: Na, como você conheceu o poker? Em que momento decidiu se profissionalizar?

Nayara: Eu aprendi a jogar pôker com o meu vizinho e uns amigos quando tinha uns 14 anos. Nunca passou pela minha cabeça que isso um dia seria minha profissão! Sempre gostei muito e sou competitiva por natureza, isso me fazia ir atrás de melhorar. Já com 20 anos, eu fui convidada por um amigo para jogar cash no H2 (nunca tinha apostado mais que 50 reais no jogo). Entrei no cash com 300,00 e ganhei, a partir dai, passei a jogar de vez em quando para complementar minha renda. Depois de um tempo surgiu um convite do “além” e após algumas turbulências pelo caminho, hoje estou aqui.

Matheus Mion: Qual sua formação? Caso tenha, porque decidiu larga-la?

Nayara: Eu tranquei a faculdade de Publicidade no 7º semestre, eu trabalhava em uma agencia e tive que escolher. Viver de poker exige muito de nós, principalmente tempo! É um trabalho árduo, e no começo tudo é mais dificil.

Matheus Mion: Na, a galera que te acompanha, sabe quem além de boa jogadora, você tem um hobby que é cantar, e muito bem por sinal! Se não fosse jogadora de Poker, seria cantora?

Nayara: Eu sou cantora! Rs! Só que infelizmente viver de música no Brasil é muito difícil. Já toquei muito em bares na noite de SP, hoje é mais raro, mas vez ou outra eu ainda toco. Espero que o meu retorno financeiro no jogo seja capaz de bancar o meu sonho na música. Resumindo, eu sou cantora e jogadora ao mesmo tempo hahaha.

Matheus Mion: A sociedade já tem um pré-conceito sobre o poker, você sendo mulher, deixando claro que isso não é um problema… mas você se sente inferior? Como as pessoas te tratam na mesa por isso?

Nayara: Hoje em dia, inferior não é a palavra eu acho. Mas com certeza já me senti. Eu vim do cash game que é um ambiente absurdamente mais machista que torneio, e já passei por algumas situações constrangedoras, mas nenhuma delas em relação á habilidade no jogo. A minha vontade e dedicação sempre me deixaram tranquila de que os meus resultados só dependeriam do meu esforço. O que eu sinto hoje sendo uma jogadora de torneio e sendo reconhecida pelo meu trabalho é uma espécie de competitividade exagerada, mas nada que não seja do jogo. Eu tenho uma imagem “ruim” de jogadora agressiva e ás vezes isso faz com que o Level seja exagerado. Eu aprendi a usar isso a meu favor, então no longo prazo é uma vantagem, mas as vezes no curto prazo é dolorido.

Matheus Mion: Dentro das dificuldades para se tornar uma jogadora profissional… qual foi seu pior momento na carreira? E qual o melhor?

Nayara: O pior momento da minha carreira foi quando entrei para o Step Team (começo de 2015) para jogar online e já entrei em um ferro desproporcional. Descobri que eu não sabia 10% do que era esse jogo e fui “reformada e lapidada” por jogadores sensacionais, meus patrões e amigos que acreditaram no meu potencial. Eu desci uns 7k jogando micro, foi um absurdo.
E o melhor momento começou uns 7 meses depois quando eu salvei o ferro e fiquei up. Depois disso tive vários bons momentos, 2016 foi um ano difícil mas de muito aprendizado e algumas vitórias, considero meu melhor ano profissional!

Matheus Mion: Atualmente joga por algum time? Qual sua perspectiva para o próximo ano?

Nayara: Eu faço parte do Step Team. Ano que vem tenho alguns planos para o jogo live, mas continuarei jogando online pro Step e pretendo cantar mais em 2017.

Matheus Mion: Qual sua principal dica para as mulheres que estão começando e querem um dia se tornar profissional?

Nayara: Joguem online, entre para algum time, o Brasil tem times incríveis regidos por “monstros” desse jogo. Vai ser o maior aprendizado que terão e o verdadeiro teste pra poderem decidir que caminho seguir depois de um tempo. Como eu disse, a rotina é puxada e exige dedicação, mas com certeza se o sonho é virar profissional, esse é o caminho!

Bom galera, tomara que tenham gostado. A próxima entrevista será com outra fera, Henrique Onodera. Aguardem.

B Conteúdo – Fichas Brasil