Entrevista com o Pró: Hugo “EverFla” Marcelo do Akkari Team dá entrevista exclusiva; Confira

E aí galera! Estamos aqui para mais uma entrevista com o pró. Mais uma vez gostaria de agradecer aos leitores no portal por acompanharem e mandarem suas sugestões.

O entrevistado de hoje é o grinder Hugo “EverFla” Marcelo, 26 anos, jogador do Akkari Team.
Hugo é uma das feras do poker online que tem no currículo o tão sonhado título do SCOOP, ele ganhou o evento #1 em 2015. Hugo que nasceu e reside em Duque de Caxias/RJ, abre o jogo pro portal no comando no controle.

 

Confira a entrevista exclusiva:

Matheus Mion: Hugo, desde já , muito obrigado pela presença. Como foi seu primeiro contato com o poker?

Hugo: Há 5 anos atrás eu trabalhava no Ibge e a turma sempre se reunia pra fazer um bolão das partidas do campeonato brasileiro. O grupo levava muito a sério, estudava as escalações, odds das partidas, etc. Até que uma das pessoas que participava desse grupo disse que jogava poker online e que era algo onde de fato você consegue resultados de acordo com o quanto se dedica e evolui dentro disso e não dependendo do desempenho de terceiros. E ai fui pesquisar sobre e caí de cabeça.

Matheus Mion: Você tem alguma graduação? Como foi o poker dentro dessa formação?

Hugo: Cursei 3 anos de faculdade de Estatística mas não cheguei a me formar. O curso foi essencial pra me introduzir dentro do mundo do poker, pois já estava familiarizado com conceitos como variância, probabilidades, valor esperado, etc.

Matheus Mion: Quando decidiu largar a profissão? É Poker player a quanto tempo?

Hugo: Decidi largar a profissão e trancar a faculdade assim que fui selecionado para o Akkari Team Micro em maio de 2013. Quando terminei o processo do micro já tinha certeza que ia me dedicar inteiramente a isso.

Matheus Mion: Qual a sensação de ganhar um Scoop? Como foi a chegada até a cravada?

Hugo: É uma sensação de felicidade plena onde passa aquele filme na minha cabeça de todas as escolhas e sacrifícios que fiz pra me tornar um jogador profissional e alcançar esse resultado. Devido ao field gigante eu passei por várias situações bem difíceis no torneio a começar por ter sentado com 10bbs depois de 3h de late. Mas quando chegou na reta final com uma estrutura muito boa e alguns jogadores ficando bem tight pela pressão do dinheiro deu pra soltar bem o jogo e ir trabalhando com um stack confortável até a cravada.

Matheus Mion: Sabemos que você é um grinder, que atualmente joga pelo akkari team. Porque você não roda o circuito do BSOP?

Hugo: Tem alguns fatores que eu levo em consideração para não rodar o circuito do BSOP no momento. No poker online eu consigo fazer um volume de torneios em um dia equivalente a mais de 1 ano de etapas do BSOP, sem contar que a série dura vários dias com despesas de viagem e hospedagem. Além disso tenho outras atribuições dentro do Akkari Team além da rotina de grind. Mas rodar o circuito do BSOP está nos meus planos futuros, assim como jogar WSOP e EPT, só preciso colocar as coisas em ordem antes de fazer isso.

Matheus Mion: Qual suas principais funções dentro do Akkari Team?

Hugo: Hoje eu cuido da parte técnica do time: Aulas semanais em grupo e individuais, seleção de novos jogadores, reta que eles jogam e planejamento visando o crescimento do time.

Matheus Mion: Com essas funções, isso afeta a evolução do seu jogo? Qual os seus métodos de estudo?

Hugo: Pelo contrário, essas funções fazem com que eu esteja o tempo todo me cobrando para evoluir meu jogo, buscando novas estratégias para passar pro pessoal do time. Isso acaba afetando meu tempo dedicado ao grind, mas é uma escolha que eu fiz, grindar menos porém com mais qualidade.

Matheus Mion: O que acha das escolas de poker online? Qual o melhor método de estudo para quem está começando e visa ser um poker player?

Hugo: Hoje as escolas online são de longe a melhor ferramenta de estudos para quem busca evoluir no jogo. A Intellipoker tem muitos videos focados para iniciantes e é gratuita, eu mesmo comecei por lá. Depois de estudar o conteúdo oferecido, o aluno tem boas opções de escolas pagas como o CTSuperpoker ou o Sensei Poker.

Matheus Mion: O poker está passando por um crescimento gigantesco nos últimos anos. Qual a influência da política no mercado do poker no seu ponto de vista?

Hugo: O governo mudou seu entendimento em relação ao mercado do poker de um tempo pra cá. Desde o reconhecimento do Ministério dos Esportes até essas inúmeras causas e pareceres favoráveis a prática do poker no país foram fundamentais pro crescimento da atividade. Hoje qualquer pessoa pode praticar a atividade sem se preocupar com qualquer tipo de restrição e isso é muito importante pro mercado continuar em expansão.

Matheus Mion: Você é a favor da legalização dos cassinos no Brasil? Se sim, é a favor de existir torneios de poker dentro dos cassinos?

Hugo: Sim, basta dar uma rápida pesquisada no google que podemos ver que o Brasil é um dos poucos países no mundo onde os cassinos são proibidos. Não precisa ser especialista no assunto pra ver que tem alguma coisa errada nisso. A proibição não acaba com a prática de jogos de azar no país, só faz com que as receitas geradas sejam inteiramente da contravenção ao invés de serem revertidas em impostos pro governo. Sou a favor de existir torneios dentro dos cassinos, mas não exclusivamente nos cassinos.

Matheus Mion: Finalizando, muitos iniciantes no poker sofrem preconceito de familiares e conhecidos contra a prática do esporte. Você passou por isso? Qual a principal solução para enfrentar este tipo de problema?

Hugo: No inicio eu também tive a reprovação dos familiares e acho que esse é um sentimento absolutamente normal pelo fato de o poker ser um esporte novo no país que ainda é confundido por uma parcela da população com os jogos de azar. A melhor maneira de enfrentar isso é através do diálogo, com muita paciência, mostrando a rotina dos jogadores profissionais e reportagens sobre a prática do poker no país (inclusive temos recentemente a palestra que o Igor Federal e André Akkari deram no Congresso Nacional). Não acredito que o foco do diálogo seja o quanto se pode ganhar com o poker, mas sim nas capacidades intelectuais que precisamos utilizar nas mesas para ser um jogador de sucesso.

E você? Curtiu a entrevista? Mande sua sugestão para: matheus.mion@nocomandonocontrole.com

Nos vemos em breve!

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